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riscos_e_rabiscos

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Completamente arrasada.

Pois é mesmo assim que me sinto: completamente arrasada. Estou sem força, alento ou ânimo para fazer seja o que for.

 

Tenho estado o dia todo com dor de cabeça que culminou, ao fim do dia, numa enxaqueca. Acabei por me mandar para cima da minha cama, fechar os olhos e dormitar um bocado, às escuras e em silêncio. Melhorei um pouco.

 

Mas eu até sei o motivo disto tudo. O culminar da semana das avaliações - com o stress e nervos que lhe estão inerentes -, noites mal dormidas, aquela fase do mês e a odisseia de ontem com o telemóvel, deu nisto. Em vez de ter começado a semana de forma calma, não. Foi aquela correria até à escola, os nervos de não saber se iria encontrar o telemóvel, a seca de uma hora sentada no muro até ficar com o backside quadrado e depois o chegar a casa de transportes.

 

Assim que chego a casa, começa uma chuva e uma trovoada...! Ao subir a rua, já vinha de chapéu de chuva aberto mas quando entrei em casa, desabou o céu. A rua parecia um rio com tanta água e eu, se já não estava bem, ainda pior me fiquei a sentir.

 

Não sei se vos acontece o mesmo, mas a pressão atmosférica e dias como o de ontem, afectam-me sobremaneira a minha cabeça. Parece que tenho excesso de electricidade cerebral e não me sinto nada bem: fico mal disposta, com dor de cabeça e com sensação de náusea.

 

Em resumo, foi um dia para riscar do mapa de férias. Literalmente!

A natureza dá espectáculo e eu morro de medo!

 

Não sei se foi só sobre a minha cidade ou se foi por Lisboa inteira mas esta noite esteve um temporal de meter respeito.

 

Ao início da noite, a chuva começou a cair com alguma força mas dentro do razoável. Eram 5.25 da manhã, acordei assustada com o barulho dos trovões e com a claridade dos relâmpagos. Eram sucessivos e cada um mais forte do que o outro. Era mesmo aterrador. E a água caía cada vez com mais intensidade, até tive a sensação de ter caído granizo...

Se eu estava atemorizada com todo este espectáculo da natureza, o Bóbi estava ainda pior. Saltava de um lado para o outro, agitado, e ladrava. Pobre bicho que não o conseguíamos acalmar.

 

Eu sempre tive muito medo de trovoadas. Desde pequena. que o som dos trovões me deixa completamente aterrada. Sempre que começava uma trovoada, enfiava os dedos nos ouvidos e ninguém conseguia tirá-los. Estivesse na escola ou em casa de alguma amiguinha, tinham que telefonar à minha mãe para me ir buscar.

 

Ainda hoje sinto muito respeito por esta manifestação da natureza. Mas o pior é quando estou a dar aulas e as crianças ficam todas amendrontadas. Lá tenho eu de armar-me em "destemida" para tranquilizar aquela gente pequenina...

É Praga... Só Pode!!!

 

É praga e das boas, daquelas rogadas por alunos! Estava eu toda convencida que ia dar um corte ao cabelo hoje quando acordo ao som da chuva e vento. Ainda tive esperança que fosse só vento e assim ainda ponderava se iria ao corte ou não. Daqui a pouco o cabelo chega-me aos joelhos pois já está a meio das costas... E se ele se enrolar nas pernas e der um trambolhão, ainda parto os dentes!

 

E isto tem-me feito lembrar de uma prima minha que tinha um cabelo loiro, lindíssimo, que usava entrançado e enrolado em forma de caracol preso à cabeça. Dizia ela que não cortava o cabelo havia anos, que sempre que se preparava para ir o cortar, acontecia uma tragédia: uma vez aconteceu uma morte, outra um acidente e outra ainda uma doença de gente chegada a si. E assim foi deixando crescer o cabelo, com receio de que ao ir cortar o cabelo, mais alguma fatalidade se lhe atravessasse no caminho.

 

Um dia, para nos mostrar o tamanho do seu cabelo, desfez a trança que revelou a sua beleza e esplendor. Aquele loiro sempre foi um tom invulgar, que eu nunca vi nenhum parecido. E o tamanho era algo espantoso: parecia uma cascata que lhe descia pela cabeça até quase aos joelhos. Fazia lembrar os cabelos de uma princesa de tempos longínquos de vido à sua invulgaridade.

Mas um dia o corte de cabelo chegou e o tempo tem passado e eu nunca mais a vi.

 

O dia hoje passou intercalado de períodos de chuva, vento e sol, o que contribuiu para o azamboamento da minha cabeça e para a dose extra de excitação dos miúdos. Saí da escola já de noite - não gosto nada - e com aquela chuvinha de molha parvos. É claro que eu não fiquei molhada porque não sou parva (cof!cof!cof!)...

Apanhei o meu autocarro de sempre, que hoje teve a visista da Dona Inokes, e quando cheguei ao terminal, tinha à minha espera umas rajadas de vento fortes acompanhadas de pancadas de chuva bem jeitosas. Escusado será dizer que apanhei uma molha das valentes, pois nem o chapéu de chuva nem o imperme+avel me salvaram. Sei dizer que cheguei a casa a pingar: calças molhadas, rabo de cavalo a pingar, e impermeável impregnado de chuva. Até a minha roupa interior não conseguiu escapar à chuva!